Falando sobre IPV6

Publicado em:

15/02/2012

Fonte: http://www.ipv6.br

 

Acredito que quase todos sabem que os endereços Ipv4 estão se esgotando, e solução pra isso é a adoção dos endereços Ipv6.
Infelizmente poucas pessoas estão correndo atrás disso e o prazo estipulado pela IANA é que os endereços Ipv4 se esgotem até meados do ano que vem. Você também vai ficar parado esperando isso acontecer sem aprender o novo protocolo??
Segue abaixo um texto extraído do site ipv6.br que fala sobre o ipv6 e os motivos que farão você migrar sua infraestrutura para esse novo protocolo.

O que é o IP?

IP é a abreviação, em inglês, de Protocolo Internet. Um protocolo nada mais é do que a definição do conjunto de regras e códigos utilizados pelos computadores para se comunicarem em uma rede. No Protocolo Internet, uma dessas regras diz que cada um deles deve ser identificado de maneira unívoca, através de um número, que também leva o nome de IP. Não pode haver mais de um computador usando o mesmo IP em toda a Internet, o que permite que os dados sejam sempre encaminhados ao destino correto. Pode-se fazer uma analogia entre o número (ou endereço) IP e o endereço, no mundo real e físico, de uma casa. Assim, o protocolo IP pode também ser comparado ao conjunto de regras de trânsito, mapas e sinalização que permitiriam a alguém chegar a esse local.

O que é o IPv6?

IPv6 é abreviação de Internet Protocol version 6 ou, em português, Protocolo Internet versão 6.
Pode-se dizer que um protocolo consiste num conjunto de regras que permitem a comunicação entre dispositivos. Grosso modo, protocolo é uma “linguagem”. O Protocolo Internet, ou IP, foi criado para permitir a comunicação entre diferentes redes de computadores e hoje, em sua versão 4, é a base da Internet.
O IPv6 é o sucessor do IPv4. Ele foi desenvolvido ao longo da última década com essa finalidade. Hoje ele é um protocolo maduro, com várias vantagens em relação ao IPv4, e suportado pelos principais equipamentos e programas de computador. Sua implantação na Internet já está em andamento, e deve ser acelerada nos próximos anos. O protocolo deverá estar já amplamente difundido até 2010 ou 2011, para quando prevê-se o esgotamento dos novos endereços IPv4.
Prevê-se que ambos, IPv4 e IPv6, funcionem lado a lado na Internet por muitos anos. Mas, a longo prazo, o IPv6 substituirá o IPv4. Se compararmos o endereço IP com o endereço de uma casa, com a adoção do IPv6 será como se todas as casas ganhassem um número novo, mas diferente do antigo. Por exemplo, que fosse, ao invés de um número simples, um código baseado em números e letras. Dessa forma as casas teriam ainda seu número antigo e o novo código: eles não se misturariam ou se confundiriam, porque seriam diferentes. Ambos poderiam ser usados para se chegar a um determinado destino… Quando todas as casas recebessem o novo código o antigo poderia, finalmente, ser deixado completamente de lado, pois não teria mais utilidade.


Por que o IPv6 é necessário?

Uma característica importante do Protocolo Internet, é que cada dispositivo ligado à rede deve possuir um identificador único, que normalmente é chamado de endereço IP, ou número IP. Na Internet, esses números são controlados centralmente, e a entidade responsável é a IANA (Internet Assigned Numbers Autority). O IPv6 é necessário porque os endereços livres no IPv4 estão se acabando. As previsões indicam que eles se esgotarão na IANA por volta de 2010 ou 2011. A IANA redistribui os números para entidades regionais, que por sua vez, fazem o mesmo para entidades nacionais, ou os designam diretamente para usuários finais. Por exemplo, a IANA assinala um bloco de números para o LACNIC, que é a entidade responsável pela distribuição na América Latina e no Caribe. O LACNIC assinala uma parte desse bloco para o NIC.br, que é o responsável por distribuí-lo no Brasil. Finalmente, o NIC.br designa blocos de endereços IP para os usuários finais ou provedores Internet. Entenda-se então que quando os endereços acabarem no IANA, ainda haverá endereços no LACNIC e no NIC.br, mas esses também se acabarão após 1 ou 2 anos. Sem novos números IP fica muito complicado conectar novos usuários à Internet. Seu crescimento, então ficaria muito prejudicado. No IPv6 a quantidade de endereços disponível é muito maior que no IPv4. Esses endereços deixarão, então, de ser um recurso crítico, pois estarão disponíveis de forma abundante. Isso permitirá a continuidade do crescimento da Internet.


Por que o IPv4 está acabando?

A Internet não foi projetada para ser o que é atualmente. Em 1983, ela era uma rede predominantemente acadêmica com pouco mais do que 100 computadores conectados. Seu sucesso, contudo, fez com que crescesse de forma exponencial. Por volta de 1993 iniciou-se sua utilização comercial e com a política então vigente de distribuição de IPs imaginou-se, então, que os mesmos poderiam esgotar-se em dois ou três anos. O espaço de endereçamento do IPv4 não é pequeno. Cada endereço é um número com 32 bits, o que significa que existem 4.294.967.296 endereços, mas a política inicial de distribuição desses endereços não foi muito adequada, dividindo-os em classes. Havia 3 classes de endereços:

  • Classe A:Consistia em 128 blocos de endereços, cada um com aproximadamente 16 milhões deles.
  • Classe B:Consistia em 16 mil blocos, cada um com 64 mil endereços, aproximadamente.
  • Classe C: Consistia em 2 milhões de blocos, cada um com 256 endereços.

A classe A, por exemplo, atenderia apenas a 128 instituições, mas sozinha consumia metade dos recursos disponíveis. Isso era um grande desperdício! Várias instituições como a IBM, o MIT, a HP, a Apple, entre outras, receberam esse tipo de bloco para utilizar. As outras classes tampouco representavam adequadamente as necessidades das redes conectadas à Internet, sendo grandes demais ou pequenas demais. Essa política de classes foi responsável por um grande desperdício de recursos, nos primórdios da Internet, e essa é uma das razões pelas quais os novos endereços IP estão terminando. Ela foi, contudo, modificada em 1993, com a adoção do CIDR (Classless Inter-Domain Routing). Com o CIDR o tamanho dos blocos alocados para cada rede passou a corresponder à real necessidade das mesmas. Apesar da adoção do CIDR e de outros fatores terem diminuido a demanda por novos endereços, essa demanda continua grande. A Internet continua a crescer exponencialmente, com a conexão de novas empresas, instituições e pessoas à rede. Fatores como a inclusão digital e as tecnologias 3G, entre muitos outros, contribuem para esse crescimento. Por isso os endereços estão terminando.


Por que o IPv4 ainda não acabou?

Ao se perceber o iminente esgotamento dos números IP, quando se iniciou a utilização comercial da Internet, por volta de 1993, imediatamente o desenvolvimento de uma nova geração do Protocolo Internet começou. Essa nova geração deveria ser a solução definitiva para o problema e, de fato, esse desenvolvimento resultou no que hoje conhecemos por IPv6. O desenvolvimento de um novo protocolo, no entanto, requer tempo e recursos consideráveis. Então, outras soluções tecnológicas, paliativas, foram também adotadas no curto prazo. Essas novas tecnologias, nomeadas a seguir, permitiram a redução da demanda por novos endereços, e a racionalização na forma como eles eram distribuídos, adiando assim seu esgotamento. Entre as tecnologias relevantes, pode-se citar:

  • CIDR (Classless Inter Domain Routing): É o roteamento sem uso de classes, descrito pela RFC 1519. Com o CIDR foi abolido o esquema de classes, permitindo atribuir blocos de endereços com tamanho arbitrário, conforme a necessidade. O CIDR permitiu um uso mais racional dos endereços disponíveis. Além disso, o CIDR permitiu também a agregação de informação nas tabelas de roteamento, que cresciam exageradamente, outro fator que contribuiu para possibilitar a continuidade do crescimento da rede.
  • Endereços privados: A RFC 1918 especificou endereços privados, não válidos na Internet, que poderiam ser utilizados, por exemplo, nas redes corporativas.
  • NAT (Network Address Translation): O NAT permitiu que redes, utilizando-se de endereços privados, se conectassem à Internet. Com o NAT, basta um endereço válido na Internet, para conectar, de forma limitada, toda uma instituição. Essa solução é largamente utilizada e chega-se a questionar seu caráter paliativo, no entanto, o NAT traz uma série de problemas: ele acaba com o modelo de funcionamento fim a fim (peer to peer), trazendo complicações ou impedindo o funcionamento de uma série de aplicações, como por exemplo aplicações de voz sobre IP baseadas em SIP; ele não escala bem, pois exige processamento pesado; ele não funciona com IPsec; ele funciona como um stateful firewall, dando uma falsa sensação de segurança a muitos administradores de rede e colaborando para a não adoção de boas práticas de segurança nas empresas; entre outros.
  • DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol): Descrito pela RFC 2131, esse protocolo permite a alocação dinâmica de endereços IP, o que trouxe a possibilidade aos provedores de reutilizarem endereços Internet fornecidos a seus clientes para conexões não permanentes, como as realizadas através de linhas discadas ou ADSL.

Quando o IPv4 vai acabar?

As previsões atuais indicam que o estoque da IANA acabará em algum momento entre 2010 e 2011.
Depois de terminar o estoque da IANA, as entidades regionais, como o LACNIC (América Latina e Caribe), o ARIN (América do Norte), o RIPE (Europa), o APNIC (Ásia e Pacífico) e o AFRINIC (Africa), ainda terão seu próprio estoque. O mesmo vale para entidades locais como o NIC.br. Estima-se que esse estoque local terminará em 1 ou 2 anos após o término do estoque da IANA, o que significa que não haverá IPs novos para os usuários em algum momento entre 2011 e 2013. O final do estoque pode ocorrer em momentos diferentes em cada região. Pode ser também que redes com determinadas necessidades não possam ser atendidas mesmo que ainda haja IPs no estoque. Por exemplo, no caso de uma rede necessitar de um grande bloco contíguo de IPs: esse pode não estar disponível, mesmo quando ainda houver blocos menores no estoque. Na verdade, as políticas de distribuição dos endereços remanescentes IPv4 estão sendo também discutidas. Conforme as políticas adotadas, a data de término pode ser um pouco adiantada ou postergada.


Quando o IPv4 acabar, o que vai acontecer?

Se o IPv6, nesse momento, tiver sido implantado com sucesso na Internet, e estiver sendo amplamente utilizado, ele permitirá que a rede continue a crescer, e não haverá problemas. Se o IPv6 ainda não estiver amplamente em uso, poderá haver problemas. Sem novos endereços IP o crescimento da Internet ficará prejudicado, pois não é possível conectar novas redes ou usuários à mesma sem endereços adicionais. Provavelmente alternativas serão encontradas para permitir a continuidade do crescimento da rede, nesse caso. Antevê-se algumas possibilidades, mas todas com reflexos negativos, por exemplo:

  • Novas redes podem interligar-se à Internet com o uso de endereços privados e NAT. Ou seja, pode haver um incremento no uso de NAT e endereços privados, porque esse tipo de conexão já é comum atualmente. Essa tecnologia, no entanto, provê apenas uma conexão limitada à Internet, não permitindo a comunicação ponto a ponto e prejudicando vários tipos de aplicação, como por exemplo a Voz sobre IP.
  • Pode surgir um mercado negro de IPs, com empresas possuidoras de grandes blocos, por exemplo, empresas que tenham recebido alocações de blocos classe A, nos primórdios da rede, vendendo IPs a preços altos. Isso pode encarecer os custos de conexão, prejudicar o sistema de governança existente atualmente, e dificuldar o gerenciamento da tabela de rotas.

A Internet vai acabar?

O término dos endereços IPv4 não fará a Internet acabar, nem mesmo deixar de funcionar. Prevê-se que haverá uma diminuição na taxa de crescimento da redee que algumas novas aplicações, que poderiam ser criadas, não serão. Talvez as conexões à Internet fiquem mais caras. Com a implantação do IPv6 antes do término do IPv4 não haverá problemas. Pelo contrário, o IPv6 traz avanços em relação ao IPv4, que deverão tornar possível a criação de novas aplicações na rede.


Quantos endereços Internet existem no IPv4? O que muda com o IPv6?

Os endereços no IPv4 são representados internamente nos computadores com números de 32 bits. Isso significa que há um total de 4.294.967.296 endereços possíveis. Alguns desses endereços não estão efetivamente disponíveis, porque têm usos especiais. É o caso do bloco de endereços reservado para multicast (um tipo especial de roteamento de pacotes utilizado em algumas aplicações), ou ainda dos blocos reservados para os endereços privados. No IPv6, os endereços são representados por números de 128 bits. Isso significa que há 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 endereços, o que representa cerca de 79 trilhões de trilhões de vezes o espaço disponível no IPv4. Esse número equivale a cerca de 5,6 x 10^28 (5,6 vezes 10 elevado a 28) endereços IP por ser humano, ou ainda, aproximadamente, 66.557.079.334.886.694.389 de endereços por centímetro quadrado na superfície da Terra. Metade dos 128 bits, no entanto, está reservada para endereços locais numa mesma rede. Isso significa que somente 18.446.744.073.709.551.616 redesdiferentes são possíveis. A grande quantidade de endereços é capaz de atender às necessidades da Internet no futuro imaginável. Ela facilita também o processo de atribuição dos números dentro das redes permitindo, por exemplo, a configuração automática dos endereços IP com base no endereçamento físico das placas de rede.


Quantos endereços IPv4 ainda estão disponíveis?

Ainda estão disponíveis 39 blocos “/8”. Cada bloco /8 representa aproximadamente 16 milhões de endereços. 39 blocos são aproximadamente 654 milhões de endereços, ou 15% do espaço total.
Isso pode parecer bastante, mas, segundo dados da NRO (Number Resource Organization) (http://www.nro.net/statistics), apenas em 2007, 12 blocos /8 foram utilizados, e a taxa de utilização vem aumentando ano a ano.


Quando será a “data da virada”?

Não existe uma “data da virada”. Não vamos, por hora, migrar de IPv4 para IPv6. Vamos, isso sim, implantar o IPv6 na Internet, mas o IPv4 continuará, também, em funcionamento.


Migração ou implantação?

Fala-se de implantação do IPv6, e não de migração. O termo técnico utilizado para a nova situação da Internet e das redes em geral é dual-stack. IPv6 e IPv4 funcionarão em conjunto certamente por alguns anos, talvez por muitos, antes do IPv4 ser desativado.


O IPv6 cria uma nova Internet? Separada da primeira?

A “Internet IPv6” está nascendo à partir da “Internet IPv4”. Ou seja, o mesmo computador que hoje é visível e acessível apenas através da “Internet IPv4”, uma vez que tenha acesso ao IPv6, estará também na “Internet IPv6”. Então, mesmo que tecnicamente sejam dois espaços de endereçamento separados, a Internet é uma só. As redes que compõem hoje a “Internet IPv4” serão as que formarão a “Internet IPv4 + IPv6” e, no futuro, a “Internet IPv6”.
O IPv6 não divide a Internet em 2.

 

 

Ainda teremos muitas implantações e migrações que está por vir, sim e verdade o ipv6 já é uma realidade, então corra para saber mais sobre o assunto e como funciona, pois a tempestade vem chegando! 😉

 

Abraço

 

 

Anúncios

Estrutura de endereçamento IPv6

Publicado em:
17/01/2011

Por: Fábio Augusto

O IPv6 é a versão sucessora do já conhecido IPv4 utilizado nas redes de computadores do mundo todo, um dos principais objetivos da sua criação é o esgotamento do endereçamento v4. A principal diferença entre o IPv4 e o IPv6 está no tamanho do endereço, onde o IPv4 é composto por uma base de 32 bits (192.168.10.10) enquanto o IPv6 é composto por uma base 128 bits (2001:0db8:bebe:café:0100:9230:bbff:7f4d) o que possibilita um numero de combinações possíveis de aproximadamente 56 octilhões de endereços IP por ser humano, um numero milhares e milhares de vezes maior do que a capacidade total do IPv4 que hoje juntando todas as suas redes consegue endereçar no máximo 4.294.967.296 IPs.

A estrutura padrão do IPv6 segue a seguinte regra:

                Os primeiros 64 bits identificam a rede e os últimos 64 bits identificam o Host, conforme a imagem abaixo:

 ipv6    

Basicamente os endereços estão divididos nos seguintes tipos: Unicast, Multicast e Anycast

Unicast – Identifica um único Host e está dividido em Link local, Unique Local e Global

                Link Local – Equivalente ao endereçamento 169.254.x.y do IPv4 é gerado automaticamente para cada host (Stateless), podendo ser usado apenas no enlace específico onde a interface está conectada, utiliza sempre o prefixo FE80::/64

                Unique Local – Endereço com grande probabilidade de ser globalmente único, apenas para comunicações locais, geralmente dentro de um mesmo enlace, utiliza o prefixo FC00::/7

                Global Unicast – Equivalente aos endereços públicos IPv4, este endereço é globalmente roteável e acessível na Internet IPv6. Ele é constituído por três partes: o prefiso de roteamento global (Primeiros 48 bits), a identificação da sub-rede (últimos 16 bits de id. de rede) e a identificação de host (últimos 64 bits do IP) que deve identificar de forma única uma interface dentro de um enlace. Os IPs Globais Unicast, serão distribuídos para uso de forma hierárquica, sendo que os utilizados na América do Sul por exemplo, utilizarão o prefixo 2001 ou 2800.

Multicast – São endereços utilizados para identificar grupos de interfaces, sendo que cada interface pode pertencer a mais de um grupo, basicamente igual ao processo utilizado pelo IPv4, sempre usará o prefixo FF (FF00::/8 por exemplo).

Anycast – Este é utilizado para identificar um grupo de interfaces, porém, com a propriedade de que um pacote enviado a um endereço anycast é encaminhado apenas a interface do grupo mais próxima da origem do pacote. Esses pacotes são atribuídos a partir da faixa de endereços unicast e não há diferenças sintáticas entre eles.

O IANA disponibiliza uma tabela com os prefixos IPv6 e suas respectivas utilizações através do link http://www.iana.org/assignments/ipv6-address-space/ipv6-address-space.xml

[  ]`s

Guia do endereçamento (IPv4 e IPv6) – Parte 4

Publicado em:
10/01/2011

Fonte: http://www.mcsesolution.com.br

O sistema Hexadecimal

 

Já vimos o sistema binário (base 2) e já sabemos como funciona a base 10 (0-9).

Agora vamos entender como funciona a conversão de hexadecimal para decimal.

Conversão de Hexadecimal para Decimal

O sistema hexadecimal (base 16) é muito simples, vai de 0-9 dígitos mais seis.

image

Assim como a base 10 utiliza a posição para unidades, dezena, centena, etc. o sistema hexadecimal também utiliza “casas”.
exemplo:

image

Para entender melhor vamos escolher um numero hexadecimal:

FE80

Escrevendo da direita para a esquerda:

 

Portanto, o valor hexadecimal FE80 equivale a 65.152 em decimal.

Configurando o Windows Server 2008 e o Windows 7 para utilizar o  IPv6

Neste tutorial um servidor Servidor com Windows Server 2008 R2 será configurado com o endereço do tipo Unique-Local FC00::1/7

E neste mesmo servidor que possui a Role DNS Server instalado será configurado um registro de recurso AAAA para o cliente que também será configurado com endereço IPv6 FC00::2/7

Configurando o Servidor Windows Server 2008 R2

Clique Iniciar\Painel de Controle\Rede e Internet\Central de Rede e Compartilhamento

Clique em Alterar configurações do adaptador.

 

Clique sobre a placa de rede que deseja configurar e selecione Propriedades:


Desmarque o protocolo TCP/IP Versão 4 e selecione o protocolo TCP/IP versão 6.
Clique em propriedades.

 

Nas propriedades digite o endereço IP FC00::1

Em comprimento do prefixo de sub-rede digite 7.

Em servidor DNS digite ::1 se a maquina for um servidor DNS para sua rede local.

Abra o console do DNS.

Start \Administrative Tools\DNS
Clique com o lado direito em sua zona de pesquisa e selecione criar um HOST A ou AAAA

 

Clique em ADD HOST

 

Feche o DNS

Configurando o Windows 7

Clique em Clique Iniciar\Painel de Controle\Rede e Internet\Central de Rede e Compartilhamento e clique em “Alterar configurações do adaptador

Nas propriedades da placa de rede do computador cliente repita a operação adicionando o endereço IPv6 FC00:2

Em comprimento do prefixo de sub-rede digite 7.

Em servidor DNS digite FC00::1 se a maquina anteriormente configurada for um servidor DNS para sua rede local.

 

No prompt de comando digite:

Ping fc00::1

Para testar o IPv6 do Servidor

Ping clienteipv6

Para testar o registro AAAA do servidor DNS

 

O principais problemas que podem ocorrer são os de digitação e o firewall que pode bloquear o PING.

É isso galera, que seja de bom aproveito

At+

[  ]’s

Guia do Endereçamento (IPv4 e IPv6) – Parte 3

Publicado em:
10/01/2011

Fonte: http://www.mcsesolution.com.br

O IPv6

 

Até agora vimos como funciona o endereçamento Ipv4 com seus 32 bits, agora vamos entender o endereçamento do Ipv6 com 128 bits.

O IPV4 pode acomodar 2^32 = 4.294.967.296 endereços
O IPV6 pode acomodar 2^128 = 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 (3,4 x 10^38) endereços

Alegre Curiosidade:O IPV6 oferece 655.570.793.348.866.943.898.599 (6,5 x 10^23) endereços por metro quadrado de superfície terrestre. (será que vai faltar?)

Outra curiosidade- Cada pessoa em 100 bilhões de mundos com 100 bilhões de pessoas tenham 34 quadrilhões de endereços IP e ainda restam 2.8236×1033 endereços de

IP (Fonte desconhecida)

Um endereço IPV6 é representado pelo sistema numérico HEXADECIMAL. O sistema numérico Hexadecimal possui a base 16.

image

Um endereço IPV6 é constituído de 8 grupos de 16 bits separados por “:”
16bits:16bits:16bits:16bits:16bits:16bits:16bits:16bits  

Veja os exemplos de endereço Ipv6.

Endereço completo.
fe80:0000:0000:0000:260:97ff:fefe:9ced

Endereço compactado (os zeros foram compactados)
fe80:0:0:0:260:97ff:fefe:9ced

Onde há uma seqüência de zeros este poderá ser representado por :: ,exemplo:
fe80::260:97ff:fefe:9ced No entanto, esta substituição só pode ser feita uma única vez em cada endereço.

Apontando para cimaEstes são exemplos de um mesmo Ipv6.

Outra notação importante é a divisão dos bits que são de rede e os bits que representam a interface.
Exemplo: 2001:DB8:0:DC00::/54

Neste caso os 54 primeiros bits são de rede e os outros 74 bits são de interface

 

Tipo de endereço IPv6

 

No IPv6 foram definidos 3 tipos de endereços:

  • Unicast
  • Multicast
  • Anycast

 

Unicast

 

Os endereços Unicast identificam uma unica Interface. Assim um pacote que é enviado para um endereço Unicast é entregue em uma unica interface.

Ainda existem nos endereços Unicasts os seguintes tipos:

  • Global Unicast – Igual aos endereços Pubicos IPv4
  • Link-Local – Atribuido Automaticamente – Igual ao APIPA
  • Unique-Local – Endereço Unico similar aos endereços IPv4 privados
  • IPv4 Mapeado em IPv6 – É utilizado para representar um IPv4 como um IPv6 no formato 0:0:0:0:0:FFFF:wxyz (wxyz=ipv4 em hexa)
  • LoopBack – Equivalente ao 127.0.0.1 (em IPv6 ::1)
  • Unspecified – Equivalente ao 0  (em IPv6 ::0)– Indica ausencia de endereço.

Estes serão estudados mais adiante.

Multicast

Os endereços Multicast são semelhantes aos endereços Anycast, pois identificam um grupo de interfaces pertencentes a diferentes nós.
Os endereços Multicast substituem os endereços de Broadcast
Apontando para cimaDiferente do IPv4 onde multicast é opcional, no IPv6 todos os nós devem ter suporte a Multicast.

Anycast

Utilizado para identificar um grupo de interfaces pertencentes a nós diferentes.

Este tipo é util para detectar rapidamente determinados servidores ou serviços como por exemplo o DNS.

Format Prefix (FP)

 

Esses prefixos identificam os diferentes usos de endereços (sub-rede a qual o endereço pertence).
Esse prefixo definido pelos primeiros bits do endereço indica cada tipo de endereço IPv6. O campo variável que compreende esses bits é denominado Format Prefix (FP).

image

Global Unicast

Endereço Publico na Internet.

Os endereços globais de difusão ponto a ponto agregáveis, identificados pelo prefixo de formato (FP) 001, são equivalentes aos endereços IPv4 públicos. Eles podem ser roteados e encontrados globalmente na Internet IPv6. Os endereços globais de difusão ponto a ponto agregáveis também são conhecidos como endereços globais.

IPv6-global-unicast


Link-Local ou Site-Local

Endereço automatico (APIPA).

Os endereços de conexões locais são identificados pelo FP 1111 1110 10.
Em uma rede IPv6 de conexão única que não tenha roteador, os endereços de conexões locais são usados para estabelecer a comunicação entres os hosts.
Os endereços de conexões locais equivalem a endereços IPv4 com endereçamento IP particular automático (APIPA) (usando o prefixo 169.254.0.0/16).
Os endereços de conexões locais sempre começam com FE80. Com o identificador de interface de 64 bits, o prefixo dos endereços de conexões locais sempre é FE80::/64.
Um roteador IPv6 nunca encaminha o tráfego de conexão local para fora dos limites da conexão.

link-local-unicast


Unique-Local Endereço Privado da rede local.

Os endereços de sites locais são identificados pelo FP 1111 1110 11 e equivalem ao espaço de endereço particular IPv4 (10.0.0.0/8, 172.16.0.0/12 e 192.168.0.0/16).
Diferente dos endereços de conexões locais, os endereços de sites locais não são configurados automaticamente.
Os primeiros 48 bits são sempre fixos nos endereços de sites locais, começando com FEC0::/48. Depois dos 48 bits fixos a um identificador de subrede de 16 bits (campo Subnet ID) que fornece os 16 bits com os quais você poderá criar subrede em sua organização. Com 16 bits, você pode ter até 65.536 subredes em uma estrutura de subrede simples ou pode subdividir os bits superiores do campo Subnet ID para criar uma infraestrutura de roteamento hierárquica e agregável. Depois do campo Subnet ID, está o campo Interface ID de 64 bits que identifica uma interface específica em uma subrede.

Unique-local-unicast

RFC 3879 formalmente reprova o uso de endereços de sites locais para futuras implementações IPv6.

Portanto:

Para substituir os endereços de sites locais com um novo tipo de endereço privado em uma  organização, mas único em todos os sites da organização, A RFC 4193 define os únicos endereços IPv6 unicast locais.

Prefixo FC00::/7

_ Prefixo globalmente único (com alta probabilidade de ser único);

_ Utilizado apenas na comunicação dentro de um enlace ou entre um conjunto limitado de enlaces;

Não é esperado que seja roteado na Internet.

Flag Local  (L):  se  o valor  for  1  (FD)  o  prefixo é atribuído  localmente. Se  o valor  for  0  (FC),  o  prefixo  deve  ser  atribuído  por  uma  organização  central
(ainda a definir).

Identificador  global:  identificador  de  40  bits  usado  para  criar  um  prefixo globalmente único.
Identificador da Interface: identificador da interface de 64 bits.


Ambiente misto

IPv4-compatible address

0:0:0:0:0:0:w.x.y.z – Onde w.x.y.z representa endereços publicos IPv4

Quando o endereço IPv4 compatível é usado como um destino IPv6, o tráfego IPv6 é automaticamente encapsulado com um cabeçalho IPv4 e enviado para o destino, utilizando a infra-estrutura IPv4

IPv4-mapped address

0:0:0:0:0:FFFF:w.x.y.z o ::FFFF:w.x.y.z – Onde w.x.y.z representa endereços IPv4

O endereço IPv4-mapped nunca é usado como um endereço de origem ou do destino de um pacote IPv6.

6to4

O endereço 6to4 é usado para comunicação entre dois nós IPv4 e IPv6 através da Internet. Você forma o endereço 6to4, combinando o prefixo global 2002:: / 16 com os 32 bits de um endereço IPv4 público , formando um prefixo de 48 bits. 6to4 é uma tecnologia de transição IPv6 descrito na RFC 3056.

ISATAP

Intra-Site Automatic Tunnel Addressing Protocol (ISATAP) define endereços ISATAP usados entre dois nós IPv4 e IPv6 em uma intranet privada.

Você pode combinar o ID de interface ISATAP com qualquer prefixo de 64 bits que é válido para endereços IPv6 unicast, incluindo o prefixo de endereço link-local (FE80:: / 64), os prefixos de sites locais e prefixos globais. ISATAP é uma tecnologia de transição IPv6 descrito na RFC 4214.

TEREDO

O endereço Teredo é usado para comunicação entre dois nós execução IPv4 e IPv6 através da Internet, quando um ou ambos os terminais estão localizados atrás de uma  rede NAT  IPv4. Você forma o endereço Teredo, combinando o prefixo Teredo 2001:: / 32 com o endereço IPv4 público de um servidor Teredo e outros elementos. Teredo é uma tecnologia de transição IPv6 descrito na RFC 4380

Endereços especiais 

Endereço não especificado

O endereço não especificado (0:0:0:0:0:0:0:0 ou ::) é usado somente para indicar a ausência de um endereço.

Ele equivale ao endereço IPv4 não especificado 0.0.0.0. O endereço não especificado costuma ser usado como endereço de origem dos pacotes que estão tentando verificar a exclusividade de um endereço de tentativa. O endereço não especificado nunca é atribuído a uma interface ou usado como endereço de destino.

Endereço de auto retorno (LoopBack)

O endereço de auto retorno (0:0:0:0:0:0:0:1 ou ::1) é usado para identificar uma interface de auto retorno.Ele equivale ao endereço de auto-retorno IPv4 127.0.0.1.

No Windows Server 2008 utilize o comando ping  ::1

Até a parte 4 final  galera,

 [  ]’s

 

Guia do endereçamento (IPv4 e IPv6) – Parte 2

 

Publicado em:
10/01/2011

Fonte: http://www.mcsesolution.com.br

Compreendendo o CIDR

 

  

 

Primeira situação:

 

1) Determinada empresa recebe o endereço IP 132.7.0.0 (classe B) e precisa segmentar a rede em 5 subrede com pelo menos 1.500 hosts por rede.
A empresa não deseja investir em ativos de rede como roteadores.

O que pode ser feito?

Através do CIDR podemos dividir (segmentar) essa rede.

Para isso devemos seguir os seguintes passos.

  1. Encontrar a quantidade desejada de subrede
  2. Encontrar a quantidade de hosts por subrede.
  3. Encontrar o valor incremental.
  4. Montar a tabela.

 

 

O endereço em questão é um endereço de classe B, portanto tem os dois primeiros octetos (16 bits) para identificação (1s) e esses são “bloqueados” temos os dois octetos (16 bits) restantes para trabalhar (0s).

Para encontrar a quantidade de subrede desejada devemos elevar 2 a quantidade de bits adicionados a mascara de rede padrão.

Trabalhando na mascara de rede temos:

image

Dos 0s restantes podemos da esquerda para a direita adicionar bits de redes a fim de encontrar a quantidade desejada de subrede.

Vejamos o que acontece:

image

Usando esses três bits encontramos oito possíveis valores.
Cada um desses valores representa uma subrede.

image

 

b) Ainda falta encontrar a quantidade de hosts por subrede.

O Calculo de hosts por subrede não muda. dois elevados a quantidade de zeros menos dois. 11111111. 11111111. 11100000. 00000000
213-2 = 8.190 Excelente. Poderíamos adicionar mais bits de rede pra expansão futura ou parar por aqui.

c) Devemos agora encontrar o valor incremental para calcular o intervalo de rede.

Pelo nosso calculo a mascara de subrede ficaria 255.255.224.0.

Pegaremos então o valor em decimal do octeto que sofreu alteração e subtrairemos pelos valores possíveis em um octeto que é igual a 256.

  256
224
  032
32 é o valor incremental usado pelos intervalos de subrede iniciando do 1 até 32, do 32 até 64 até alcançar o valor encontrado de quantidade de redes (6).
Poderíamos também ter feito o seguinte:

image

d) Vejamos na tabela como ficaria:


Sub-redes: 8
Hosts por rede.8190
Rede: 132.7.0.0
Broadcast 132.31.255

image

(*) O RFC 1878 (Variable Length Subnet Table For IPv4) descreve que podemos usar todas as sub-redes incluindo todos os um´s e zero´s Segundo o RFC 1879 a pratica de excluir esses valores é absoleto já que a maioria dos softwares são capazes de utilizar todas as redes definidas.

  

Segunda situação:

  

2) Determinada empresa usa um endereço de rede IP 192.168.1.0 para acomodar seus 250 computadores. A empresa acaba de adquirir mais 1.000 computadores e não deseja investir em equipamentos para comunicação dos 1250 computadores. O que pode ser feito?

Podemos usar uma mascara de rede que acomode todos.
Vejamos:
A rede 192.168.1.0 usa mascara de subrede de classe “C”  255.255.255.0

Em binário 11111111.11111111.11111111.00000000
28-2 = 254
Se roubarmos um bit de rede da classe “C” quantos hosts poderiam existir? 11111111.11111111.11111110.00000000
29-2 = 510 Precisamos alocar 1.250 hosts. Ainda não dá.
Vamos pegar mais um bit de rede. 11111111.11111111.11111100.00000000
210-2 = 1022
Precisamos alocar 1.250 hosts. Ainda não dá.
Vamos ter que roubar mais um. 11111111.11111111.11111000.00000000
211-2 = 2046
Precisamos alocar 1.250 hosts. Dá e sobra.
Agora é só pegar esse valor em binário e transformar em decimal.
11111111.11111111.11111000.00000000

  

Apontando para cima 255.255.248.0 essa é mascara de sub-rede capaz de alocar 2046 hosts.

  

Mas qual os endereços de redes IPs que podem ser usados ?

Do Octeto que foi alterado somam-se apenas 3 bits, portanto.

23 = 8 é a quantidade de variações que podem acorres no IP.

Veja  a tabela:

image

Até a parte 3 pessoal,

[  ]’s